
Pílulas CGM de M&A: Objetivos Usuais das Transações de M&A
Por Camila Magami Cardinale e Fernando Pacheco Di Francesco
Nesta Pílula CGM de M&A, vamos comentar sobre os objetivos mais usuais para a realização de transações de M&A.
Em um cenário econômico cada vez mais competitivo e interconectado, as decisões estratégicas para realização de transações de M&A demandam um entendimento aprofundado dos objetivos financeiros e operacionais, bem como uma análise refinada das sinergias e dos riscos envolvidos. Com isso, compreender as motivações que impulsionam essas transações e seus impactos é fundamental para empresas que buscam não apenas se manter relevantes, mas também se destacar em um ambiente de constantes transformações.
Abaixo destacamos alguns desses objetivos, seja pela ótica de potenciais compradores, quanto de potenciais vendedores:
Pela parte compradora:
- Expansão. Acesso a novos mercados e nichos, para ampliar, por exemplo, seu alcance geográfico, sua base de clientes, sua oferta de produtos etc.
- Sinergias. Realização de ganhos de eficiência, podendo reduzir custos, otimizar processos e melhorar a competitividade, por exemplo, com ganho de escala, maior poder de negociação com terceiros etc.
- Fortalecimento. Consolidação e fortalecimento da marca, podendo inclusive promover maior atração e retenção de talentos.
- Tecnologia. Acesso a novas tecnologias para aprimoramento ou desenvolvimento de novos produtos.
- Consolidação. Processos de consolidação, especialmente em mercados pulverizados ou sob forte pressão competitiva.
- Crescimento. Crescimento para, por exemplo, evitar que seus concorrentes se fortaleçam demasiadamente a ponto de colocar seu negócio em risco ou visando maior valorização para uma futura abertura de capital (IPO, do inglês Initial Public Offering).
Pela parte vendedora:
- Venda estratégica. Percepção de que é oportuno vender o negócio e maximizar o retorno do investimento, por diversas razões, incluindo para evitar riscos e incertezas do mercado.
- Liquidez. Venda de parte da operação para possibilitar novos investimentos (muitas vezes com maiores rentabilidades), reduzir dívidas ou até permitir a sobrevivência da empresa (exemplo, venda no contexto de recuperação judicial ou falência).
- União. Venda da empresa para um concorrente, para fazer parte de um grupo maior e mais forte – como dizem, “receber uma fatia menor, porém de um bolo maior”.
- Disputas internas. Solução para disputas e brigas societárias entre os atuais sócios.
- Sucessão. Ausência de herdeiros ou familiares com desejo e aptidão necessários para condução satisfatória dos negócios.
Em resumo, transações de M&A são ferramentas poderosas para atender diferentes interesses e endereçar complexas preocupações de natureza empresarial, sendo um conjunto de medidas para o crescimento externo/inorgânico ou compartilhado de uma empresa.
Em nossa pílula seguinte, abordaremos um pouco sobre as principais modalidades de transações de M&A.